14 de março de 2010

Instalações e interação discutem erros da língua portuguesa

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Pessoas,

Novidade no Museu da Língua Portuguesa. Olha só:

RAFAEL BALSEMÃO
do Guia da Folha

A nova exposição do Museu da Língua Portuguesa - região central da capital paulista - marca o aniversário de quatro anos do espaço e está cheia de erros feios. A começar pelo nome da mostra, "Menas: o Certo do Errado, o Errado do Certo", que abre para o público na terça-feira (16).

"Menas"? Atenção, puristas, isso é uma provocação - os curadores Ataliba de Castilho e Eduardo Calbucci sabem que o advérbio "menos" é invariável. E, como tudo na mostra, o título é proposital. Atire a primeira gramática quem nunca ouviu alguém concordar com o gênero feminino e pagar mico ao dizer um nada sonoro "menas" durante uma conversa. A ideia é justamente debater "problemas" linguísticos como esse, entender por que erramos e, com isso, discutir a amplitude da língua. "É a primeira exposição no museu sobre a língua portuguesa; as outras tinham ligação com a literatura", explica Calbucci. "Queremos convidar o visitante a refletir sobre as várias maneiras de usar o idioma."

Confira sete instalações que compõem a mostra:


Portas Abertas
Na Estação da Luz, antes de o visitante passar pela bilheteria do museu, estarão expostos 30 "banners" com diversas frases com erros de grafia registrados no português popularmente falado no Brasil, como "perca total". "Queremos brincar com a linguagem de rua e do povo. É uma espécie de convite de entrada", afirma Eduardo Calbucci.

Óculos
A segunda instalação é um jogo de espelhos, cujo objetivo é livrar os visitantes de seus juízos prévios sobre os erros da linguagem, preparando-o para tirar proveito das outras seções da exposição. "É uma bagunça visual. Do caos, vai se formar uma frase", explica o curador.

Os Cem Erros Nossos de Cada Dia
Em um grande painel de 3 m x 12 m, estarão os "cem erros nossos de cada dia", uma seleção dos erros lexicais, semânticos, gramaticais e discursivos mais frequentes. "A ideia aqui não é condenar o erro. Vamos explicar a natureza dele", diz Calbucci.

Jogo do Certo e do Errado
Com nove telas de computador "touch screen" ligadas em rede, o jogo é um "quiz" com 15 perguntas em cada tela, para testar os conhecimentos gramaticais. Segundo Calbucci, mais importante que a resposta é a explicação final de cada questão.

Biblioteca de Babel
A instalação é uma reunião de cem frases de escritores e compositores, que se manifestam sobre a língua e a vida, em suportes diversos, como livros, estantes e camisetas.

Norma, a Camaleoa
No vídeo "Norma, a Camaleoa", a atriz Alessandra Colassanti encarna as quatro normas da língua portuguesa, apresentando-as e discutindo-as. O encontro fictício das "Normas" se dá no banheiro do museu.

Janelas Abertas
Um corredor estreito cheio de frases, gírias e piadas convida o público a voltar para a vida fora do museu e perceber a língua de maneira mais generosa.

Pra quem quiser conferir:

Menas: O Certo do Errado, o Errado do Certo
Instalações debatem problemas linguísticos para entender por que erramos e, com isso, discutir a amplitude da língua.

Classificação: Livre

Museu da Língua Portuguesa - Sala de exposições temporárias
Pça. da Luz, s/ nº - Bom Retiro - Centro. Telefone: 3326-0775.
Ingresso: R$ 6 (grátis p/ menores de dez, maiores de 60 anos e sáb.).


O link pra notícia está aqui. Fica a dica. =]

13 de março de 2010

Blog irá acompanhar restauração de quadro de Van Gogh

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Galera,

Notícia da Folha sobre restauração:

Uma das pinturas mais famosas de Vincent van Gogh, "O Quarto em Arles", foi retirada do museu que leva o nome do artista para ser restaurada. Mas os amantes da arte podem acompanhar a restauração por meio de um blog, hospedado no site do museu. A pintura, de 1888, como diz o nome, retrata o quarto do pintor na cidade francesa de Arles.

A porta-voz do museu, Natalie Bos, disse que algumas cores do quadro sumiram. A pintura foi removida do local em janeiro, e o trabalho de restauração deve seguir até agosto. Bos disse hoje que a líder do projeto, Ella Hendriks, irá postar sobre o trabalho de restauração uma ou duas vezes por semana para mostrar como a recuperação é feita.


No blog, a responsável pela restauração diz que mal pode esperar pra começar. A pintura já foi removida da moldura e está na sala de restauro (prefiro o termo "restauração", mas quem é da área vive dizendo "restauro", então fica "restauro" mesmo). Ela diz também que a obra estava na lista pra ser restaurada desde os anos 80. "Mas foi bom termos esperado, uma vez que as técnicas de pesquisa disponíveis para nós agora nos ensinaram mais do que teria sido possível há 20 anos." Ansiosa pra ver como vai ficar.

A notícia foi originalmente publicada na editoria Ilustrada da Folha dia 11/03. Eis o link.

9 de março de 2010

Giotto "secreto" é encontrado em capela de Florença

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Outra notícia do UOL:


FLORENÇA, Itália - Restauradores usando raios ultravioletas redescobriram magníficos detalhes originais das pinturas de Giotto na capela Peruzzi, na igreja Santa Croce, em Florença, que tinham ficado ocultos durante séculos.

"Descobrimos um Giotto secreto", disse Isabella Lapi Ballerini, diretora do Opificio delle Pietre Dure, de Florença, um dos mais respeitados laboratórios de restauração de arte no mundo.

Mais de uma dúzia de restauradores e pesquisadores iniciaram no ano passado um projeto ambicioso de "diagnóstico não invasivo" para averiguar as condições da capela de 12 metros de altura, que Giotto pintou por volta do ano 1320.

O objetivo do estudo, financiado em parte por uma doação da Fundação Getty, de Los Angeles, era colher informações sobre a capela de 170 metros quadrados. As informações seriam usadas para orientar uma restauração futura.

Durante o projeto, que durou quatro meses, restauradores trabalhando sobre três andares de andaimes de aço descobriram que, quando olharam as pinturas sob luz ultravioleta, puderam enxergar detalhes espantosos que não são visíveis a o olho nu.

"Foi algo realmente surpreendente", disse Cecilia Frosinini, coordenadora do projeto que estudou as cenas das vidas de São João Evangelista e São João Batista.

"Sabíamos que poderíamos obter resultados muito interessantes do diagnóstico científico, mas, quando olhamos as pinturas sob a luz ultravioleta, de repente essas pinturas muito gastas, estragadas por restaurações antigas, ganharam vida nova", disse ela, apontando para uma cena e usando óculos de proteção.

"Mestre" de Michelangelo

Acredita-se que as pinturas feitas por Giotto na capela lanciforme exerceram grande influência sobre Michelangelo, que nasceu quase 140 anos após a morte de Giotto e que pintou a Capela Sistina no início do século 16.

Os restauradores de hoje estão enxergando os detalhes que Michelangelo viu quando admirou as pinturas de Giotto, visto como um dos artistas que lançou as sementes do Renascimento italiano.

"As cenas voltaram a ser tridimensionais. Pudemos ver os efeitos de chiaroscuro", disse ela. "Havia corpos sob as vestimentas. Eles se tornaram tridimensionais. Tornou-se possível enxergar as dobras das roupas, as expressões dos rostos."

A capela Peruzzi foi imortalizada na cena do livro "Um Quarto com Vista", de E.M. Forster, em que a jovem Lucy Honeychurch é apresentada aos trabalhos de Giotto por seu futuro marido, George Emerson.

Segue o link pra matéria do Giotto no UOL. Depois vou postar aqui uma notícia sobre a Bienal de SP. Parece que conseguiram levantar a grana pro evento.

Inté.

7 de março de 2010

Primeiros trabalhos...

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Eai pessoal? Como foi o fds de vocês? Finalmente estou postando as fotos de nossos primeiros trabalhos sobre nossas exposições... vamos combinar, que vontade de ir em todas essas exposições, hein!!


"O papel do papel"


"Mostra sua cara - Identidade controlada"


Diversos estojos


Árvore genealógica de celulares

Todas fotos foram tiradas pela magnífica fotógrafa Laura Moritz. Direitos autorais reservados, ok? :P
As outras fotos estão no nosso email.
Beijos!

2 de março de 2010

Blog de cara nova

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E aê, galera!

Tomei a liberdade de mudar o template...Folgada eu, né?
Entrem, postem, comentem! Quero saber o que vocês acharam. Continuo na minha busca incessante por um layout que tenha a ver com o assunto. Enquanto não encontro, acho que fica bacana esse que imita um diário de viagem. Afinal, quem viajaria a França e não visitaria o Louvre?

Quem encontrar alguma falha, ou tiver dificuldade em postar, me dá um toque e eu corrijo.

Putabração.

Museu croata recria visões, sons e odores da Idade da Pedra

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Hello, my people!

Minha estréia no blog vai ser com essa notícia quentinha que vi no UOL hoje. Check it out:

KRAPINA, Croácia (Reuters Life!) - A ciência forense e simulações computadorizadas são apenas duas das ferramentas de alta tecnologia empregadas por um novo museu na Croácia para explicar um ramo da árvore evolutiva.

O Museu Neandertal foi aberto na semana passada, erguido no local em que cientistas encontraram a maior concentração na Europa de restos de neandertais -- os ossos, crânios, ferramentas e outros resquícios de um ramo extinto da humanidade que habitou partes da Ásia e Europa até 30 mil anos atrás.


O conceito do museu -- que resume a evolução em um período de 24 horas, representado em um caminho que serpenteia pelos dois andares do prédio -- ressalta o fato de os primeiros parentes dos humanos terem surgido em um momento tardio dessas 24 horas: às 23h52.


Construído com a ajuda de museus de história natural norte-americanos e britânicos, o museu expõe muitos dos ossos e artefatos desenterrados no local no final do século 19.


"Naquela época, os cientistas procuravam o chamado elo perdido, metade homem, metade animal, e os neandertais eram retratados como selvagens peludos e de aparência bruta, que não sabiam andar eretos", disse o paleoantropólogo Jackov Radovic.


Mas as figuras de neandertais recriadas em tamanho natural pelo museu contam uma história diferente.


"Hoje vemos os neandertais como humanos. Eles tinham emoções, eles ajudavam os fracos e doentes, temos indicativos de que faziam rituais de sepultamento e determinamos que eles possuíam o gene da fala, como nós", disse Radovic.


Descobertas feitas em toda a Europa mostram que os neandertais faziam pinturas, provavelmente praticavam algum tipo de dança ou música tribal e até mesmo escovavam os dentes.


"Mesmo que não tenham sido nossos antepassados diretos, foram parentes muito próximos de nossos ancestrais, o que faz deles nossos ancestrais", disse Radovic.


Ele explicou que os cientistas ainda estão intrigados e divididos em relação ao período de vários milhares de anos durante o qual os neandertais conviveram lado a lado com os humanos modernos, até sua extinção final.


"Acredito - e existem algumas provas científicas nesse sentido - que eles se miscigenaram aos humanos, que houve troca de material genético. Algumas descobertas recentes em Portugal também provam que o contato entre as duas populações foi possível", disse ele.


Os visitantes ao museu podem tocar partes de um corpo neandertal digital para ouvir uma explicação médica de suas doenças e males - em sua maioria muito semelhantes aos nossos, como problemas de ombro e joelho em uma idade mais avançada.


A cena central do museu - uma grande família neandertal reunida em volta de uma fogueira em uma caverna - impressiona especialmente devido aos odores fortes de suor e carne queimada que a acompanham, além de sons que visam reproduzir os sons típicos da Idade da Pedra.


O link pra notícia tá aqui. E o site do museu tá aqui. Acredito que esse seja o futuro do que conhecemos como "museu". Um espaço público que não só expõe mas contextualiza...Mexe com todos os sentidos, com a imaginação. As futuras gerações agradecem.

Expedição Langsdorff (vale muito a pena ver)

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Salve salve meus queridos, vi sobre essa expo no CCBB no jornal, e achei muito interessante, e veio a calhar com o que a prof estava falando ontem sobre expedições de carater cientifico, vou copiar as infos pra vocês (obs: pretendo ir ou sexta ou sabado quem quiser me procure entre hj e amanhã na sala pra combinarmos com a geral)
A exposição apresenta o percurso da expedição Langsdorff pelo interior do Brasil, desde 1821 até 1829, através de um conjunto de 156 obras, que inclui desenhos e aquarelas de Johann Moritz Rugendas, Aimé-Adrien Taunay e Hercules Florence e mapas do cartógrafo Néstor Rubtsov. A coleção mostra imagens da flora, fauna, paisagens e população documentadas ao longo do trajeto do Rio de Janeiro ao Pará, convidando o público a observar as transformações nestas regiões nos últimos 180 anos. SERVIÇO

Data: de 23 de fevereiro a 25 de abril - terça a domingo
Locais: térreo, 1º, 2º e 3º andares | Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Ingressos: entrada franca
Classificação indicativa: Livre
Informações: (11) 3113-3651/3652